Game Review: Rock Band (360/PS3/PS2)

Na medida do impossível, Rock Band vem ganhando seu espaço no palco até então comandado por Guitar Hero. Ainda que a proposta de ambos os títulos seja a mesma, fica claro que o foco de um é completamente diferente do outro.
Guitar Hero nasceu para conquistar jogadores que não faziam idéia que games musicais pudessem ser interessantes, mas cresceu ganhando versões cada vez mais preparadas para os virtuosos guitarristas de mentira. Sim, por mais que você toque guitarra como Eric Clapton ou Steve Vai, perdoe-me o trocadilho, você Vai penar muito para faturar bons solos no game de guitarra da Red Octane.

E pensando na nova safra de jogadores e músicos, a Harmonix desenvolveu um game voltado para jogadores nada virtuosos, mais que num futuro próximo serão grandes guitarristas, baixistas, bateristas e, querendo ou não, vocalistas dos games.
Rock Band conquista sua legião de jogadores principalmente por ser o multiplayer perfeito para reunir os amigos. É como meu amigo Pablo Miyazawa constatou em sua mais nova coluna da EGM Brasil: Rock Band é a nova moda para as festas entre amigos.
Todo mundo que olha o game quer arriscar umas palhetadas na guitarra ou contrabaixo que são replicas perfeitas de uma Fender Stratocaster. Todos se vêem obrigados a experimentar umas batucadas na bateria de plástico. E, ouso falar, que todo mundo adoraria, mas morre de vergonha, de cantarolar no microfone do jogo.
E cada instrumento tem suas sutilezas que fazem você querer terminar o game em todas as dificuldades e em todos os instrumentos, antes de se aventurar com os amigos pelo modo Band World Tour.
Por falar em modo principal, este de criação de bandas é fantástico. Você e seus amigos criam seus músicos (personalizando-os com figurino, corte de cabelo etc), definem os instrumentos e partem para a turnê que começa sempre na cidade de origem predefinida pela banda. Conforme os shows vão acontecendo (e o desempenho da banda aumenta), novos fãs vão surgindo, novas músicas entram no repertório e novas opções de modificação dos músicos tornam-se disponíveis.


Durante as músicas, cada jogador se orienta em um canto da tela (leva vantagem se estiverem usando uma TV widescreen), e todos colaboram para uma barra de desempenho da banda. Caso algum músico faça feio em seus acordes, gemidos ou batuques, outro integrante pode “salvar” o sujeito até três vezes durante a música.
Lá na redação foi uma festa quando tivemos como testar o jogo. O Pablo fez a vez do nosso baixista, o Testa mandou bem na batera (graças o seu passado com beatmania), eu segurei a banda na guitarra (jogando no expert, hein) enquanto o Orlando arriscava o vocal mais grave. Em músicas como Epic (Faith no More), Run to the Hills (Iron Maiden), Tom Saywer (Rush) e Enter Sandman (Metallica) eu trocava de instrumento com o Orlando e assumia o vocal (sim, como você deve ter ouvido nos FarahCasts eu tenho uma voz fina o suficiente para garantir as músicas mais melosas que tocamos).
Jogar no PS2 foi um pouco diferente (e triste, também). Os produtores preferiram tirar a opção de criação de personagens e deixar apenas um músico específico para cada instrumento e música durante a turnê. E com isso, toda a animação dos personagens aparece como um vídeo pré-renderizado (para não consumir a memória que o PS2 não tem e, conseqüentemente para deixar o jogo mais bonito). Para quem ainda tem apenas o PS2 (meu caso) e já estava pronto para comprar a versão do console mais velho da Sony, foi realmente algo broxante. E isso, aliado a ausência do modo online, me fez pensar realmente que Rock Band vale muito mais nos consoles da nova geração.


Falando em modo online, além de toda a disputa single player pela rede, os jogadores podem se reunir pelo mundo, formar suas bandas e desafiar outros jogadores para ver quem é, e qual é, a melhor banda do planeta. Isso sem falar da opção para fazer download de novas músicas (a Harmonix promete pelo menos 150 canções até o final do ano) e da possibilidade de comprar o álbum completo de algumas bandas.


Em conversa com um dos representantes da Electronic Arts no Brasil, tive a certeza que uma das principais metas da empresa para este início de 2008 é trazer o Rock Band com o melhor e mais acessível preço. E isso me deixou muito feliz e seguro, uma vez que já posso contar com as dezenas de parcelas e crediários para comprar o game seja lá para qual plataforma eu me decidir. Enquanto isso não acontece, me contento em conseguir minhas cinco estrelas no modo Expert de todas as músicas do Guitar Hero III.

- Farah

Ficha sapiente:

Produção: Electronic Arts
Desenvolvimento: Harmonix
Jogadores: 1-4
Plataforma: 360/PS3/PS2
Nota: 10

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Comments

Viajando um pouco…
bem que o pessoal da electronic arts Brasil poderia fazer um pacote com algumas canções Nacionais…
Já imaginou que doidera Seria?
hahahaha

Além do mais, Rock Band é mais Bonito no PS3 do que no 360, você não acha Shaaman?

Pois é Gustavo… Uma vez na redação fizemos um set list para um game de rock 100% nacional… De Raul Seixas a Paralamas do Sucesso, de Legião Urbana a Sepultura… tinha de tudo…hehe
Sobre o Rock Band, acho que o que rolou foi que fizeram o game com base no PS3, daí o 360 precisou se adaptar… Não que seja pior, mas que sempre rola da plataforma que não serviu de base para a produção acabar ganhando s versão mais feinha…heeh…
Se bem que pela estrutura da Live, eu fico com a versão de 360…

é… eu também…

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