freela

Acredite. A grande maioria dos jornalistas da nova geração que trabalham dentro das principais editoras e sites de games começou como freelancer. E ser freelancer, hoje em dia é muito mais recompensador (no sentido financeiro mesmo) do que ser contratado para trabalhar em um único veículo. E para ser um bom freelancer de games você precisar seguir apenas três leis:

1º Respeite os prazos
Essa é a principal regra a ser respeitada para ser um bom freelancer. Entregar o que lhe foi pedido na data combinada mostra o seu comprometimento com o trabalho e com o veículo que você está trabalhando. Não tem nada mais triste para um editor do que receber o material que foi passado para um colaborador com atraso. Claro que todo editor passa um prazo muito antes do limite real do fechamento de texto, mas a máxima é ter bom senso em entender que se a sua data é essa, você precisa respeitá-la.

O mundo perfeito é você entregar tudo antes do prazo (desde que seja tudo bem feito, é claro). Mas aí já são outros quinhentos…

2º Saiba administrar seus freelas
Conheço alguns colaboradores ótimos que realmente tiram leite de pedra e conseguem aceitar muitos freelas diferentes para entregar em prazos realmente curtíssimos. Mas esse tipo de gente é coisa rara, pois são poucos que abrem mão de uma vida social ;)
Aceitar vários trabalhos ao mesmo tempo não o deixa mais capaz do que alguém que aceita menos. Claro que para um editor é muito mais fácil pautar menos gente, pois são menos pessoas para cobrar as matérias ou as possíveis alterações (e é menos gente pra pagar também, é claro).

3º Seja ético com seu trabalho
Ser freela também é interessante no sentido de que você não tem vinculo algum com qualquer empresa. Mas isso não quer dizer que você pode sair por aí aceitando o mesmo tipo de trabalho de empresas concorrentes. O jornalismo de games no Brasil é muito pequeno. Todo mundo se conhece. Querendo ou não, os editores estão em contato entre si quase que semanalmente (sendo concorrentes ou não).
Portanto, seja ético com seu trabalho e ao menos não aceite o mesmo tipo de trabalho que está entregando para uma empresa concorrente da outra.

Seguindo estas três leis, o céu é o limite para você se tornar um bom freelancer de games.

Tenho uma história boa para fechar esta discussão e que se encaixa perfeitamente em um perfil de freelancer errado:
Era uma vez uma editora que tinha muitas revistas de games. Dentre estas revistas, algumas possuíam as clássicas seções de detonados. Na lista de colaboradores desta editora, existia um em especial que todo mês detonada de 3 a 5 games por mês. Os editores achavam humanamente impossível alguém detonar tanto game em um único mês, pois o trabalho de um detonador não consiste apenas em terminar o jogo. Há também as etapas de captura das fotos e do principal: escrever o detonado.
Enfim, acontece que cada detonado vinha escrito de um jeito diferente. Seguindo um padrão de texto diferente. E todo mundo sabe que nem Machado de Assis foi tão versátil a ponto de criar 5 estilos de texto diferentes.
Mas , como diria minha mãe, nada é eterno. E este colaborador teve a infelicidade de ser, digamos, desmascarado pelos editores (que eram amigos dele, aliás): os jornalistas descobriram que este colaborador na verdade terceirizava o próprio freela, delegando o que lhe era passado para outros amigos (vizinhos de bairro, por sinal) e pagando a eles muito menos do que recebia pelo freela e assinando os textos como se fossem dele. Ok, nem preciso contar o final da história. Mas isso terminou por volta de 2003…

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